De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 2,1 bilhões de pessoas no planeta que não têm uma fonte segura de água para beber. Conforme a população mundial aumenta e as mudanças climáticas pioram, os problemas com a água vão ficando cada vez piores.


Doenças como cólera, disenteria e febre tifóide são tranismitadas a partir do uso ou contato com água contaminada. Quando a água não passa por tratamentos de limpeza e de purificação que eliminem microrganismos, a contaminação pode acontecer com o contato direto com o esgoto, enchentes ou devido à ingestão acidental dessa água contaminada ou através do consumo de alimentos cozinhados ou lavados com águas poluídas.


Muitos viajantes tem essa preocupação antes de se preparem para trilhas e acampamentos. Saber como identificar e consumir água em locais remotos é muito importante para a saúde e a segurança. Por isso, antes de uma viagem de aventura é fundamental estudar, além do local, os acessos à água potável, ainda mais se a viagem for de longa duração.

Algumas soluções tem sido criadas como alternativas para facilitar o acessó à água sem que haja contaminação, desde purificadores de água que funcionam a base de fezes até máquinas que filtram partículas usando água com gás. Uma dessas é a LifeStraw, um canudo que limpa a água conforme ela passa por uma série de fibras longas e ocas, inseridas em um tubo de plástico.


A versão original funciona como um canudo normal, você simplesmente mergulha uma extremidade em alguma água e suga do outro lado. Qualquer coisa maior que dois mícrons - ou um centésimo da grossura de um fio de cabelo humano - ficará preso ali antes de chegar à sua boca. Isso inclui 99,9% dos parasitas e 99,9999% das bactérias, como as que causam cólera, disenteria e febre tifóide. Quando sugada por um LifeStraw, até mesmo a água mais lamacenta fica tão limpa quanto as de riachos de montanhas.